Ciência e ousadia inspiram o futuro

 

A difusão do trabalho acadêmico realizado por docentes, estudantes e técnicos, em atividades de ensino, pesquisa e extensão, amplia de forma significativa a interação das universidades públicas no Brasil com a sociedade, revelando a importância do conhecimento, da tecnologia e da inovação para o desenvolvimento do país e para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Por essa razão, as universidades devem realizar um trabalho sistemático, planejado e competente de divulgação científica.


A Universidade de Brasília está consciente desse desafio e tem na revista Darcy um de seus canais de comunicação com a sociedade, transmitindo em linguagem acessível, para públicos diversos, o conhecimento científico e tecnológico gerado em seus laboratórios e salas de aula. A política de divulgação científica da UnB integra um projeto maior, e está associada a outras importantes ações de fortalecimento e valorização da nossa produção científica, tecnológica e de inovação.


A despeito de enfrentarmos um momento de adversidades no país, a UnB aumentou a destinação de recursos aos institutos e faculdades, com vistas a incrementar suas atividades acadêmicas, e lançou editais de apoio à publicação de livros didáticos e de resultados de pesquisa e extensão, no âmbito da graduação e da pós-graduação. Serão mais de 30 novos livros publicados em 2018, todos pela Editora UnB.


O Programa de Iniciação Científica (ProIC) foi fortalecido em 2017, com a adesão de 2.526 estudantes, entre bolsistas e voluntários. A ampliação foi de 23% de estudantes bolsistas e de 35% de docentes participantes do programa, em relação ao ano anterior.


O recém-criado Decanato de Pesquisa e Inovação (DPI), que passou a abrigar o Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (CDT), estreitando a relação entre a pesquisa básica e a inovação, tem fomentado o crescimento, a disseminação e a internacionalização da pesquisa e da inovação na Universidade. Em 2017, o CDT registrou o número expressivo de 14 licenciamentos de propriedade intelectual e a UnB melhorou sua posição, de 18º para o 8º lugar, entre as universidades mais empreendedoras do Brasil.


Na avaliação quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), houve expansão dos programas de pós-graduação e dos periódicos científicos que obtiveram a classificação superior. Obtivemos nota máxima também no Índice Geral de Cursos (IGC), avaliação da educação superior realizada pelo Ministério da Educação (MEC), e estamos entre as 11 melhores universidades do país.


A UnB também tem se destacado entre as universidades brasileiras nos rankings internacionais e nosso trabalho tem ganhado visibilidade externa. Só no mês de novembro de 2017, três pesquisadoras foram premiadas por suas relevantes pesquisas, nos campos da saúde e da sustentabilidade. A bandeira brasileira foi hasteada na Antártica por um de nossos professores, que integra a comitiva de cientistas brasileiros em missão naquele continente. 
Esses fatos revelam, de um lado, a importância do conhecimento, da tecnologia e da inovação para o fortalecimento da democracia e do desenvolvimento do país e, de outro lado, a necessidade de investimentos para a plena realização de nossas potencialidades.


As medidas acima representam alguns passos diante do longo caminho a ser percorrido pela Universidade, que não deve perder de vista o compromisso com a democratização do acesso ao ensino superior, a redução das desigualdades sociais e a valorização da diversidade sociocultural que caracteriza o nosso país. Nesse campo, a UnB tem sido protagonista por seus esforços na inclusão social e integração de negros e indígenas, em cursos de graduação e pós-graduação e em atividades de pesquisa e extensão.


Mudanças positivas para o Brasil são possíveis, com investimento em ciência e em educação e com participação e diálogo permanente entre a comunidade acadêmica e a sociedade. Vimos enfrentando os obstáculos presentes como oportunidades de aprendizado e crescimento, tendo nos ideais que orientaram a fundação da Universidade de Brasília – ciência e ousadia – a inspiração para construir o futuro.

 

Márcia Abrahão Moura